Donos de academias já descobriram que produto próprio não é só margem — é autoridade, fidelização e crescimento previsível.
Se você é dono de academia, gestor de rede fitness ou personal trainer com uma base de clientes fiéis, provavelmente já passou por um desses cenários:
A armadilha da margem apertada
Você compra whey protein de uma grande marca por R$ 120 e revende por R$ 160. Margem de 33%. Parece razoável, certo? ERRADO!
Depois de descontar os impostos, operações da loja, tempo da equipe, estoque parado, sua margem líquida cai para algo entre 10% e 15%. No mercado de revenda de suplementos, a margem pode variar entre 40% e 100%, mas quando se revende marcas consolidadas, esse número raramente ultrapassa 40%.
| Revenda |
Marca Própria |
| Margem líquida 10-15% | Margem líquida 40-60% |
| Guerra de preços | Exclusividade |
| Estoque de terceiros. | Controle total. |
O fim da “academia commodity”
Seu aluno entra na academia, treina, vai na recepção e compra o mesmo whey que ele encontra em qualquer loja de suplementos online — muitas vezes mais barato.
Resultado? Você perdeu a venda. E pior: perdeu a oportunidade de construir autoridade de marca.
Academias que vendem produtos de terceiros são vistas como “pontos de revenda”. Academias que vendem produtos próprios são vistas como referências no mercado.
Dependência perigosa
Fornecedores aumentam preços. Mudam fórmulas sem avisar. Atrasam entregas. E você? Fica refém.
Com linha própria, você controla tudo: formulação, preço, prazo, comunicação. Seu negócio deixa de depender de decisões externas.
Produto próprio não é “só mais uma fonte de receita” — é estratégia de crescimento
Aqui está o que academias e marcas de beleza inteligentes descobriram:
- Margem de lucro 2x a 3x maior
Comparado à revenda de suplementos que já existem no mercado, comercializar suplementos com marca própria traz margem de lucro maior, pois você possui controle das operações, branding, produção e preços.
- Fidelização de verdade
Quando seu aluno compra “seu” pré-treino, ele não está apenas comprando cafeína e beta-alanina. Ele está comprando pertencimento.
Ele veste a camisa da sua academia. Agora, ele também consome os produtos da sua academia.
Resultado? Taxa de retenção sobe.
- Autoridade de mercado
Ao possuir sua própria marca de suplementos, você tem controle sobre tudo o que ocorre em seu negócio e alcança diferenciação no mercado, afinal, o produto é exclusivo.
Você deixa de ser “a academia da esquina” e vira a academia que tem produtos exclusivos desenvolvidos para seus alunos.
Essa percepção muda tudo. Preço deixa de ser o fator decisivo. Experiência vira o diferencial.
- Recorrência previsível
Suplementos são produtos de recompra. Ninguém compra whey uma vez na vida. Compra todo mês.
Se você tem 500 alunos e 20% deles compram suplementos mensalmente, isso significa 100 vendas recorrentes. Com ticket médio de R$ 150, você adiciona R$ 15 mil/mês de receita previsível — fora as mensalidades.
“Ah, mas eu não entendo nada de fabricação industrial…”
Essa é a objeção número 1. E é justamente por isso que a terceirização industrial existe.
Você não precisa virar químico. Não precisa montar fábrica. Não precisa entender de ANVISA, GMP ou certificações ISO.
Você precisa de um parceiro industrial confiável que resolva isso por você.
Pense assim: você não construiu os equipamentos da sua academia. Você os comprou de fabricantes especializados. Com suplementos, a lógica é a mesma — só que ainda melhor, porque você pode personalizar 100% da fórmula.
O processo com uma indústria séria funciona assim:
- Briefing: Você explica seu público, objetivos e produtos que quer lançar
- Desenvolvimento de fórmula: Indústria cria formulação personalizada
- Adequação regulatória: Indústria cuida de registro ANVISA, rotulagem, certificações
- Produção: Lote piloto → aprovação → escala industrial
- Entrega: Produto pronto, embalado, regulamentado
“Tenho medo de investir errado…”
Medo legítimo. E justificado. Já vimos casos de empreendedores que perderam R$ 50 mil, R$ 80 mil em projetos mal estruturados.
O erro não foi “ter linha própria”. O erro foi escolher o parceiro errado.
Fornecedor que promete prazo e não cumpre. Fórmulas inconsistentes entre lotes. Falta de suporte técnico. Problemas com ANVISA.
E o mais importante: peça referências de clientes ativos. Fale com quem já trabalha com a indústria. Ouça as histórias de sucesso — e as frustrações também.
Academias inteligentes não esperam — elas agem
Nos últimos cinco anos, o número de academias quase dobrou no Brasil, saltando de 30 mil para 57 mil unidades, enquanto o faturamento do setor cresceu de R$ 11,8 bilhões para R$ 17 bilhões anuais.
Esse crescimento mostra uma coisa: o mercado está aquecido. Mas também significa que a concorrência aumentou.
Se você continuar fazendo o que todo mundo faz — mensalidade + revenda de terceiros — você vira commodity. E commodity compete por preço.
Agora, se você cria uma linha própria de suplementos, você compete por experiência, exclusividade e autoridade.
Janeiro é o mês de planejar. Março é o mês de colher.
Quem decide agora, produz em fevereiro, lança em março — exatamente quando academias lotam de novos alunos pós-Carnaval.
Timing perfeito para:
- Oferecer “kit iniciante” (mensalidade + suplementos)
- Criar programa de fidelidade com pontos em produtos
- Gerar conteúdo educativo sobre os seus produtos nas redes
O mercado fitness não espera. Enquanto você revende marcas que seu aluno encontra no Google por um preço menor, você deixa dinheiro — e autoridade — na mesa.